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O Ultimo Ano do Rio Tua

O impacto na paisagem classificada será tremendo, agravado pela linha de muito alta tensão que ligará a barragem à rede elétrica nacional, atravessando o coração da região onde é produzido o célebre Vinho do Porto.

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O Último Ano do Rio TUA

A barragem localiza-se na foz do rio Tua, a um quilómetro da sua confluência com o rio Douro. Os 108 metros desta parede de betão situam-se a poucos metros do coração do Alto Douro Vinhateiro, sendo que o paredão e grande parte da albufeira estão dentro da zona tampão.

No início da construção, a UNESCO identificou um conflito entre a existência da barragem e a classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial mas, em 2012, considerou que o projeto era compatível, desde que uma série de requisitos fossem seguidos. Acontece que não foram.

A Linha do Tua e a paisagem

A centenária Linha do Tua, de montanha, tem um elevado valor cénico, sobretudo nos 21 km de vale em estado quase selvagem que ficarão submersos pela nova albufeira. Os 134 km de linha ferroviária que outrora ligavam o Douro ao Nordeste Transmontano serão cortados, impedindo definitivamente a ligação por comboio de Trás-os-Montes ao Porto ou à nova linha de alta velocidade espanhola.

Prof. Anibal Goncalves
Prof. Anibal Goncalves

Valores naturais e agrícolas insubstituíveis

A barragem será um desastre ecológico, destruindo ecossistemas raros e terrenos agrícolas.
Inundará mais de 400 hectares de olival, montado e vinhas, bem como habitats protegidos.
Em vez de correr, o rio ficará aprisionado numa albufeira.
A qualidade da água vai degradar-se e, consequentemente, poluir a água do rio Douro.
Com o aumento da evaporação haverá mais humidade no ar, aumentando a incidência de doenças das vinhas, como o míldio.
A albufeira também vai bloquear o curso normal dos sedimentos, impedindo a reposição natural de areia nas praias e contribuindo para um aumento da erosão costeira.

Produção de elétricidade limpa e a um custo justo

O único objetivo desta barragem é a produção de energia elétrica, alegadamente para diminuir a dependência externa energética do país. Contudo, apenas irá contribuir com 0,1% do total nacional da energia consumida, correspondente a 0,5% da elétricidade.
Será fortemente subsidiada, um fardo inútil sobre os consumidores e contribuintes.
Alternativas como a eficiência energética, o reforço de potência de barragens já existentes e a produção de energia solar, entre outras, garantem uma relação custo-eficácia muito melhor e, ao contrário das grandes barragens, benefícios ambientais claros.

Ex-Libris do desenvolvimento sustentável regional

O que é único cria valor. Destruir o vale do Tua e a sua linha de comboio diminui substancialmente a capacidade da região para se desenvolver de forma sustentável, nas dimensões social, ambiental e económica. Vai abrir uma ferida no coração do Alto Douro Vinhateiro, que é muito mais do que a origem do célebre Vinho do Porto. É parte de um património único em que Humanidade se casou com a Natureza de forma harmoniosa.

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