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Energia Solar para Auto-Consumo, Um Bom Investimento?

Existem várias fontes de onde pode ser obtida energia limpa e renovável, no entanto, em Portugal a mais rentável será a do aproveitamento da exposição solar facilitada pelo nosso clima e assim produzir energia para auto-consumo.

Desde a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 153/2014, de 20 de Março e as Portarias n.º 14/2015 e n.º 15/2015, ambas de 23 de Janeiro, que pode efetivamente consumir energia elétrica produzida na sua habitação ou empresa.

Existem várias fontes de onde pode ser obtida energia limpa e renovável, no entanto, em Portugal a mais rentável será a do aproveitamento da exposição solar facilitada pelo nosso clima. Antes da entrada em vigor da nova legislação toda a energia produzida em sistema fotovoltaicos tinha de ser obrigatoriamente vendida à rede e não poderia ser utilizada na habitação ou empresa, mas isso mudou.

Com este novo regime passou a ser possível consumir toda a energia produzida pelos seus próprios sistemas fotovoltaicos e dessa forma reduzir a fatura da luz que teima em continua a subir com o passar dos meses e anos e assim aumenta a eficiência da sua residência ou empresa bem como tem um maior controlo sobre os consumos.

Estes sistemas permitem controlar os consumos mais elevados para as horas em que os sistemas fotovoltaicos estão a produzir mais e assim controla e diminui bastante a fatura da luz ao aproveitar os picos de maior produção de energia gratuita do sol.

 

10 Dicas para Economizar Energia em Casa

 

Alguns dos consumos mais elevados que deveria ter em conta são:

 

  • Maquina de Lavar e Secar a Roupa
  • Maquina de Lavar Loiça
  • Sistemas de Rega
  • Bombas de Piscinas
  • Aquecimentos Elétricos

 

Para facilitar a aquisição destes sistemas de produção de energia através de painéis solares foram criados kits ou conjuntos de equipamentos modulares prontos a montar e colocar em funcionamento e que podem ser alterados consoante a sua necessidade.

Os kits mais frequentes apresentam potências que começam nos 100W – 250W e podem ir até mais de 3000W, variando consoante a necessidade do comprador e podendo ir muito alem destes valores principalmente se se tratar de uma empresa com grandes consumos de energia, enquanto que uma residência não deverá na sua grande maioria necessitar de valores superiores a 1500 – 3000W.

Um sistema destes, em funcionamento numa residência deverá rondar os 2000€ de retorno ao ano, dependendo obviamente das condições climatéricas nesse ano e dos consumos que tenha.

 

 

Auto-Consumo

Falando de um caso prático em que se pretenda instalar uma Unidade de Produção para Auto-Consumo ou (UPAC) que pode começar nos 200W e atingir os 1500W, o Decreto-Lei não obriga a ser uma entidade a instalar o sistema, após os 1500W passa a ser obrigatório, também vai precisar de uma comunicação prévia à entidade reguladora ERSE.

  • UPAC até 200W – não necessita de registar ou comunicação prévia à entidade reguladora.
  • UPAC até 1500W – requer de comunicação prévia à entidade reguladora.
  • UPAC acima de 1500W (sem ligação à rede) – requer de comunicação prévia à entidade reguladora.
  • UPAC acima de 1500W (com ligação à rede) – requer de registo (ler mais em baixo), pagamento das taxas, instalar um contador com tele-contagem, seguro de responsabilidade civil e contrato com a empresa que fornece o equipamento, faz a montagem e trata de outras questões.

O ideal é que seja a empresa vendedora a tratar da instalação e de todos os restantes processos e burocracias, eles sabem como proceder da forma correta e vão indicar a melhor forma para cumprir com todas as obrigatoriedades.

 

Passos para Registo como MicroProdutor

  1. Pagamento de taxa de 500€ + IVA, que servirá para se inscrever e obter autorização como microprodutor, esta autorização/registo pode ser obtido aqui: renovaveisnahora.pt
  2. Depois deste registo e de ter a autorização tem 120 dias para proceder à instalação do sistema.
  3. Será visitado o local da instalação pela CERTIEL a fim de proceder à inspeção do sistema.
  4. Celebra-se o contrato com a entidade que comercializa energia, por exemplo, a EDP.
  5. O sistema é finalmente ligado à rede.

Tempo até ao Retorno do Investimento e Benefícios

Um sistema fotovoltaico mínimo, isto é, a começar com 1 painel fotovoltaico de 250W, produz cerca de 350kWh anualmente. Tendo em conta vários fatores com o custo da energia, incluindo o IVA, Imposto Especial de Consumo, o retorno do investimento desta dimensão de kit é obtido ao 5º ou 6º ano. No caso de adquirir um sistema maior a proporcionalidade do custo e produção mantêm-se logo o tempo até obter o valor investido deverá manter-se ou até diminuir. O custo da energia deverá subir à medida que mais e mais sistemas fotovoltaicos são instalados o que deverá levar mais tempo a obter o retorno do investimento.

Resultados Imediatos

Um grande beneficio é que não necessita de esperar anos até começar a obter retorno do seu investimento, logo que realiza a ligação à rede e começa assim a injetar na rede, começa a obter resultados visíveis na sua fatura da luz que variam consoante a dimensão do seu sistema fotovoltaico.

É um bom Investimento?

Sim é um bom investimento com taxas de rentabilidade na casa dos 15%. Mas é necessário ter muito cuidado na escolha do kit, o custo total e o seu dimensionamento, pelo que não adianta adquirir um kit imenso se depois não tem consumo que o justifique e sem o seu consumo pode dar-se o caso de nunca chegar a recuperar o investimento.

Conclusão

É um otimo investimento, recomendo!

Certamente que ainda teria muito o que dizer e para isso vou criar mais artigos a abordar os vários detalhes deste assunto. Para qualquer questão que tenha utilize a caixa de comentários em baixo, vou tentar responder da melhor forma no próximo artigo que aborde este assunto. Obrigado pela sua visita e até à próxima.

Nota: A leitura deste e de outros artigos neste site não substituem a consulta de profissionais desta área.