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Pequenas Centrais Hidroelétricas Somam 10.5 GigaWatts

 

Estudo feito pela Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel) indica que o país tem potencial para a instalação de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) que somam 10,5 gigawtts (GW) de capacidade instalada, que podem atingir R$ 75 bilhões em investimentos.

 

Jorge Franganillo

 

Segundo o presidente da Abragel, Charles Lenzi, o levantamento considera os empreendimentos com capacidade máxima de 75 megawatts (MW). “Comparando com outras fontes, os projetos poderiam ser mais ambiciosos, mas os desafios são grandes”, disse o executivo durante a 12 edição do Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico.

Entre os desafios elencados por Lenzi, o principal foi a reestruturação da garantia física que está sendo conduzida em audiência pública pela Aneel. “Temos além desta questão, o risco de proliferação de leis municipais que criam possibilidades de passivos em relação aos empreendimentos existentes, fator que dificulta a instalação de novas PCHs”.

O presidente da entidade afirma que as PCHs voltaram de vez para os leilões, basta ver a participação da fonte nos últimos leilões feitos pelo governo. Ele defende que as PCHs são um instrumento importante para expandir a matriz elétrica do país.

Eólica

O Brasil tem potencial para atingir geração eólica de 18 gigawatts (GW) até 2019, estimou a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Silva Gannoum. A previsão é encerrar este ano com 11 GW de capacidade instalada.

“A participação dessa fonte de energia na matriz energética é de 5%, mas temos potencial para avançar ainda mais”, disse Elbia durante apresentação na 12 edição do Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase). De acordo com a executiva, somente no ano passado, foram investidos R$ 17 bilhões em energia eólica.

Energia solar

A energia solar fotovoltaica (energia elétrica obtida a partir de luz solar) no Brasil está em um “momento emergente”, disse o diretor executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia e a perspectiva é de expansão acentuada, com um potencial de geração de 20 empregos para cada MW instalado e investimentos de R$ 7 bilhões ao longo de 20 anos.

Dois leilões para energia solar fotovoltaica estão anunciados, para os dias 14 de agosto e 13 de novembro. A expectativa da Absolar é que a somatória desses dois leilões supere mil megawatts (MW).

“Será um outro ano positivo de contratação, que vai ajudar a dar o sinal de continuidade do investimento nessa fonte, por parte do governo federal e, em conseqüência, solidificar os interesses e estabelecer cadeia produtiva”, disse Rodrigo Sauaia.

Para o diretor da Absolar, os leilões são importantes ainda para que haja um processo de busca de eficiência no setor, favorecendo, no médio prazo, que ocorram reduções de preços de energia solar, “para que ela se torne cada vez mais competitiva e atraente”.

Sauaia disse que, até abril deste ano, o Brasil registra 534 sistemas de geração distribuída conectados à rede elétrica, oriundos de diferentes fontes, dos quais 500 projetos são de energia solar fotovoltaica. Segundo ele, ocorreu também no período grande avanço no mercado de geração centralizada, relativo às usinas solares de grande porte.

Em 2014, o governo federal promoveu leilão específico do setor, no qual foram contratados 1.048 MW. “Um grande salto histórico, cerca de 70 vezes tudo que o país tinha conectado na rede, em um único leilão”.

Segundo o diretor da Absolar, cada megawatt instalado de energia solar a cada ano gera 30 empregos ao longo da cadeia produtiva no país onde o sistema é implantado, dos quais 20% são na parte de fabricação de equipamentos.

“Sendo conservador, a gente pode dizer que pelo menos 20 empregos seriam gerados para cada MW instalado. Se o governo mantiver a contratação de mil MW por ano dessa fonte, isso vai ter um potencial de gerar da ordem de 20 mil empregos”, acrescenta Sauaia. O executivo da Absolar ressaltou que também em termos de investimentos há grande potencial de expansão no Brasil. Os investimentos para os 1.048 MW contratados no ano passado equivalem a R$ 7 bilhões ao longo de 20 anos.

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