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Cancerígeno: O Herbicida Mais Vendido no Mundo

Estimam-se que no ano passado tenham sido usados 45.000 toneladas de glifosato em culturas “RoundUp Ready” somente nos EUA, foi o que concluiu uma pesquisa que sugere que este seja o herbicida favorito do mundo e que este possa não ser tão seguro como se pensava e possa trazer vários efeitos colaterais indesejáveis, como anunciado pela Organização Mundial de Saúde que diz ser potencialmente cancerígeno.

 

A História

O glifosato foi inventado e patenteado na década de 70 pela Monsanto e comercializado com o nome que muitos conhecem, RoundUp. Entretanto surgiram marcas genéricas com preços mais acessíveis que deveriam ter dizimado o RoundUp por esta altura mas a Monsanto habilmente introduziu sementes “RoundUp Ready” que consiste em sementes geneticamente modificadas para suportarem o RoundUp e não serem dizimadas como ervas daninhas. Desta forma o RoundUp apesar de mais caro que os genéricos conseguiu manter e até aumentar as suas vendas através da generalização da utilização deste produto.

 

Os Danos Colaterais no Solo

A vida do solo é uma das vitimas não intencionais deste herbicida. As algas são plantas que podem ser exterminadas como as ervas daninhas. As algas produzem carboidratos através de fotossíntese que são uma importante fonte de alimento para fungos e bactérias benéficas ao solo. Há literalmente menos comida para os bons quando esta planta não existe.

O glifosato foi originalmente comercializado como uma opção segura, sustentável e biodegradável que desapareceria do solo pouco depois de matar as ervas daninhas, que seria em poucos dias, mas uma pesquisa recente revelou que tanto o impacto no solo como o produto químico estariam no solo 6 meses depois de ser usado e mesmo depois de decomposto existem resíduos que perduram por largos anos.

 

A 1ª Pesquisa por Dr.Don Huber

O Dr.Don Huber da Universidade de Purdue no estado de Indiana nos Estados Unidos é um microbiólogo que decidiu estudar profundamente como o glifosato afeta a vida do solo. Ele foi o primeiro pesquisador a descobrir que este popular herbicida tem um impacto enorme especificamente em dois grupos de micro organismos.

Ele descobriu que o glifosato mata sub-grupos de organismos responsáveis por entregar o ferro e magnésio à planta. De facto, num estudo ele descobriu que se uma mera quantidade de 2.5% de solução em spray chegar ao solo reduz a taxa de absorção de ferro pela planta em 60%.

Obviamente que uma redução nos organismos que entregam magnésio causa uma redução de magnésio na nossa alimentação e isso trás consequências diretas à saúde humana, podendo causar (Síndrome de Fadiga Crónica) e até problemas de reprodução em animais alimentados por ração “RoundUp Ready”, nada nos diz que o mesmo não aconteça com os humanos que ingerem alimentos pulverizados com este herbicida.

O ferro já é a deficiência mineral mais grave no mundo desenvolvido. O Dr. Huber também descobriu que o glifosato poderá causar diminuição de absorção em outros minerais como o cobre, manganésio e o zinco, entre outros.

 

A Conexão ao Aborto Espontâneo

Pesquisa dos Estados Unidos descobriu que o glifosato está ligado diretamente ao aborto espontâneo nos mamíferos e que o RoundUp tem maior probabilidade de causar esta resposta no organismo do que outros herbicidas genéricos.

Alem disso supõe-se que os aditivos para aumentar a eficiência do RoundUp poderão também aumentar alguns dos efeitos negativos do glifosato. Por vezes o aditivo pode até ser pior que o químico a que seja adicionado.

Noutra pesquisa mostrou-se como seriam os aditivos, em vez do glifosato os responsáveis por danos genéticos na sequência de contacto com o herbicida. Existe também evidencia de que o glifosato pode ser um disruptor endócrino. Em estudos in vitro demonstrou-se que o glifosato afeta a produção progesterona em células de mamíferos e pode aumentar a mortalidade de células da placenta. O glifosato é particularmente prejudicial para os anfíbios. Na verdade, ele pode ser a melhor arma para exterminar rãs.

 

As Ervas Super Resistentes

A Austrália foi o primeiro país a relatar resistência ao glifosato quando se descobriu que a planta Azevem não foi morto pelo RoundUp. Associações de agricultores estão a relatar um pouco por todo o mundo que 103 subtipos e 63 espécies de plantas daninhas já são resistentes ao herbicida. O uso intensivo de culturas RoundUp Ready geneticamente modificadas tem ampliado a sério a questão da resistência nas plantas. Na verdade, este é um dos motivos que tem feito o preço das ações da Monsanto cair nos últimos meses.

Apoiantes dos OGM (Organismos Geneticamente Modificados) argumentam que houve uma redução no uso de produtos químicos mais pesados associados à introdução de culturas RoundUp Ready, mas isso não pode continuar com as ervas super resistentes cada vez mais resistentes que estão a levar a um retorno de alguns dos piores herbicidas como o Paraquat.

 

Soluções para melhorar a sustentabilidade do solo

Pode adicionar uma mistura de minerais ao solo e não se esqueça de monitorizar a reacção da cultura. Se apesar de adicionar minerais ao solo não vir um aumento na produção comparativamente a outras áreas onde não adicionou a mistura de minerais talvez o seu solo esteja com persistência de glifosato que por sua vez inibe a absorção de minerais pela planta, como falado anteriormente.

Será sempre bom adicionar ao solo os minerais mais escassos como o ferro e o magnésio que são os minerais mais afectados pela persistência de glifosato, se os minerais estão no solo e não fazem o seu caminho até à planta então o mais provável é que o glifosato esteja a fazer mais do que matar as plantas daninhas.

 

A questão agora é como posso me livrar destes químicos?

Uma estratégia que se provou muito eficaz na Europa envolve a aplicação de ácido fulvico no solo, isto envolve a aplicação de 3kg de ácido fulvico em pó por hectare. Este ácido tem a particularidade de se poder ligar aos contaminantes do solo e patrocinar a sua biodegradação. O ácido fulvico é uma substância benéfica e natural que se produz no solo com a decomposição de matéria orgânica. Com o impacto negativo que existe na agricultura intensiva este é uma substância cada vez menos frequente no solo, na planta e na nossa alimentação.

A outra estratégia para aumentar a sustentabilidade do herbicida envolve um aditivo no tanque da pulverização que acelera também este a degradação do glifosato garantindo que ele não se torna uma redução passiva na sua produtividade.

 

Em conclusão

Desde 1996 os agricultores norte-americanos aplicaram mais de 2 milhões de kg de glifosato que não teria sido aplicado se não tivessem convertido as suas culturas para GM (Geneticamente Modificadas). O glifosato pode reduzir a disponibilidade de micro minerais, reduzindo a produtividade e aumentando a propagação das pragas. A pesquisa mostrou que este produto químico também mata organismos que fixam o nitrogénio e as minhocas, que mais uma vez afectam de forma negativa a produção sem que sejam usados outros produtos para corrigir os problemas causados.

Considere uma limpeza na sua horta, no seu pomar, no seu jardim!

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